Indicações de Endarteréctomia ou Stent de Carótidas
O ICTUS ou
acidente vascular cerebral (AVC) representa nos Estados Unidos a terceira causa
de morte e a primeira causa de invalidez, com uma incidência de aproximadamente
500.000 casos/ano. A taxa de incidência do ICTUS oscila entre 100 a 300 casos
por 100.000 habitantes/ano dependendo do estudo e do país de origem, (sendo
mais alta na Tailândia e no Japão). Pelo menos 20 a 30% dos casos de AVC têm
como causa básica a doença das carótidas
A
abordagem cirúrgica dos vasos extracranianos têm como meta a resolução dos
sintomas neurológicos e a prevenção dos métodos clínicos mais eficazes para
tratar e prevenir o desenvolvimento do AVC isquêmico na patologia carotídea
estenosante e em face da importância desta patologia, dos seus riscos, dos seus
custos sociais é que a cirurgia veio definitivamente com segurança e eficácia
a contribuir decisivamente na redução desses custos como um todo.
Numa
estimativa de 1993 indica-se que nos E.E.U.U. o custo total do Ictus/Ano é de
US 30.000, sendo US 17.000, relacionados com custos diretos e US13.000 com
custos indiretos representados pela perda da produtividade.
A palavra
carótida deriva do termo grego Karotide ou karos que significa sono profundo,
de acordo com Rufus em Ephesus (100 A.C.) o termo foi aplicado para as artérias
do pescoço, porque a compressão desses vasos produz estorpor ou sono.
Pacientes
assintomáticos ocorrem duas vezes mais Ictus quando a terapia médica é
utilizada, em comparação com a terapêutica cirúrgica em cinco anos, enquanto
que nos pacientes sintomáticos ocorrem 26 % de Ictus com terapia médica, este
risco se reduz para 9 %, com a terapêutica cirúrgica, no período de dois
anos. Foi então definida a real eficácia da tromboendarterectomia carotídea,
sendo que sua indicação atual permanece estável a partir
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Sintomáticos
Indicação Provada |
Assintomáticos
Indicação Provada |
Indicação
Aceitável |
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AIT
+ estenose de 50 – 60% |
Estenose
>70% |
AIT
+ estenose de 50 – 60% |
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ICTUS
moderado + estenose > 70% |
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ICTUS
progressivo + estenose >70% |
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ICTUS
moderado + st 50 – 60% |
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TEC
+ CABG se coronariopatia + |
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TIA
+ estenose > 60% |
São
consideradas contra- indicações: oclusão estabilizada da carótida interna,
Ictus em fase aguda com alteração do estado de consciência e breve esperança
de vida.
Estes dados
evidenciam que existe um real benefício em pacientes sintomáticos com
estenoses > 70% (NASCET) com
risco de ictus isquêmicos de 26% em 02 anos e 18,4% ictus fatal em 03 anos (ECST)
e assintomáticos >60%, desde quando (ACAS) nestes últimos as taxas
de mobi-mortalidade não ultrapassam 3%.
I.
Avaliação Ambulatorial
I.1.
Exame físico
I.2.
Triagem com ultrassonografia duplex
I.3.
Informação ao paciente
II.
Avaliação Admissional
II.1.
Duplex scan no próprio serviço
II.2.
Arteriografia com contraste ou angio-ressonância magnética só nos seguintes
casos:
se
o duplex scan fosse questionável ou tecnicamente inadequado, o padrão de doença
fosse atípico e suspeita de oclusão de artériacarótida interna.
II.3.
TC em casos selecionados
II.4.
Consulta à neurologia e à anestesiologia
III.
Procedimento Cirúrgico
III.1.
Anestesia com bloqueio cervical
(exceto
nas contra-indicações)
III.2.
Shunt seletivo
III.3.
Eversão ou patch seletivo
III.4.
Angiografia intra operatório seletivo
IV.
Assistência Pós-operatório
IV.1.
Monitorização por 3 horas na sala de recuperação
IV.2.
Admissão em UTI somente de casos selecionados
IV.3.
Freqüentes visitas ao paciente na enfermaria e um cirurgião disponível
V.
ALTA PRECOCE. Na ausência de sangramento, edema de pescoço e febre, complicações
cardiológicas ou neurológicas e capacidade do paciente de falar, se alimentar
e locomover-se.
Indicações
de angioplastia de carótidas (revisão de Literatura)
1
– lesões da carótida comum, proximais da bifurcação.
2
– lesões distais da carótida interna sem Kinking.
3
– lesões altas de carótida interna com acesso cirúrgico difícil.
4
– lesões focais concêntricas.
5
–pequenas lesões fibróticas.
6
– re-estenoses após cirurgia.
7
– de urgência imediatamente após a cirurgia se esta apresenta defeito técnico
e neste caso tem-se utilizado com excelente resultado a interposição de stent
para fixação da placa distal ou flap.
Baseado com algumas partes copiadas do LAVA http://www.lava.med.br